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Como alcançar cargos de CEO, CFO e CMO com MBA executivo?

Desenvolvimento Profissional

Descubra como alcançar cargos de CEO, CFO e CMO com liderança e visão estratégica. Veja como o MBA Executivo pode apoiar sua evolução.

14/09/2026 | 12 min de leitura

Para alcançar cargos de CEO, CFO e CMO, o profissional precisa demonstrar que consegue liderar pessoas e tomar decisões que contribuam para os resultados da empresa. Essa capacidade se desenvolve ao assumir responsabilidades crescentes, entendendo como o próprio trabalho interfere no negócio como um todo.

Um especialista em finanças, por exemplo, pode dominar os números e ainda precisar aprender a negociar prioridades com outras áreas. É nesse processo que um MBA Executivo pode complementar a experiência profissional, oferecendo espaço para estudar problemas de gestão. A seguir, veja o que essas posições exigem e como se preparar para elas.

O que é um executivo C-level?

Um executivo C-level ocupa uma posição de alta liderança, geralmente identificada por um título em inglês que começa com Chief. Esses profissionais respondem pela direção da empresa ou pela estratégia de uma área, participando de decisões que afetam os resultados do negócio.

Enquanto a gestão intermediária — gerentes, coordenadores —  costuma coordenar equipes para executar planos, a alta liderança — C-Level, diretores — define prioridades e decide como distribuir os recursos disponíveis. A divisão dessas responsabilidades varia: em empresas menores, uma mesma pessoa pode acumular funções que seriam separadas em uma grande organização.

Quais são os tipos de C-level?

A composição da equipe executiva depende do porte e das necessidades da organização. Por isso, conhecer as atribuições de cada cargo ajuda a escolher experiências profissionais compatíveis com a posição desejada.

CEO — Chief Executive Officer 

O CEO, ou diretor-executivo, responde pela direção-geral do negócio, coordenando a atuação dos demais executivos. Ao avaliar uma expansão, por exemplo, precisa considerar se a oportunidade comercial justifica o investimento, respeitando as diretrizes do conselho de administração quando houver essa estrutura.

CFO — Chief Financial Officer 

O CFO é o diretor responsável pela gestão financeira. Sua atuação envolve avaliar investimentos e planejar os recursos necessários à continuidade da empresa. Diante de uma expansão, cabe a ele analisar como financiá-la sem comprometer a capacidade de cumprir os compromissos já assumidos.

CMO — Chief Marketing Officer 

O CMO lidera a estratégia de marketing, orientando o posicionamento da empresa no mercado. Para decidir sobre um novo público, precisa compreender a demanda e avaliar a contribuição esperada para o negócio. Nesse processo, o CMO precisa relacionar o conhecimento do cliente às decisões de marketing.

COO — Chief Operating Officer

O COO responde pela direção das operações. Quando a empresa pretende crescer, ele avalia como a estrutura operacional poderá atender ao aumento da demanda, ajustando os processos para que a execução acompanhe os objetivos definidos.

CTO — Chief Technology Officer

O CTO dirige a estratégia tecnológica, considerando as necessidades do negócio. Pode avaliar, por exemplo, se a tecnologia utilizada permitirá ampliar um serviço. As atribuições específicas do cargo, por sua vez, dependem da estrutura de gestão de tecnologia adotada pela organização.

CHRO — Chief Human Resources Officer 

O CHRO lidera a estratégia de recursos humanos. Sua contribuição para o planejamento empresarial inclui avaliar quais competências serão necessárias para os próximos projetos, orientando decisões sobre o desenvolvimento das equipes e a contratação de profissionais.

O que é necessário para se tornar um CEO, CFO ou CMO?

A preparação para a alta liderança combina experiência com a capacidade de gerar resultados por meio das equipes. Não existe uma graduação única para todos esses cargos, assim como não há uma idade que determine quando alguém estará pronto. Por isso, as exigências dependem da empresa e da responsabilidade assumida.

Embora o domínio técnico mude conforme a função, a capacidade de justificar decisões é necessária em qualquer diretoria. Nesse contexto, um futuro CFO precisa avaliar a viabilidade financeira de uma proposta, enquanto quem pretende ser CMO deve compreender como a estratégia de mercado afeta o crescimento. Para o CEO, o desafio está em conciliar essas perspectivas.

Ao analisar qual seria o público do MBA no Podcast Conexão Pós, Everton Drohomeretski, pró-reitor da FAE, destaca que essas pessoas buscam por “profundidade e uma capacidade maior para resolver problemas complexos”. À medida que as responsabilidades aumentam, o profissional precisa continuar se preparando para resolver problemas mais complexos, ainda que já tenha uma experiência técnica bem desenvolvida.

Como alcançar cargos de CEO, CFO e CMO?

A seguir, apresentamos oito passos complementares que ajudam a organizar esse desenvolvimento e podem ser adaptados a cada profissional. A ordem pode mudar conforme as oportunidades disponíveis, já que uma carreira executiva nem sempre segue uma progressão linear.

Construir uma base profissional sólida

Comece pelo domínio do seu trabalho, procurando entender por que determinada entrega é importante para a empresa. Ao participar de um projeto, acompanhe o que acontece depois da conclusão, porque uma solução tecnicamente correta pode precisar de ajustes quando chega ao cliente. Essa observação ajuda a melhorar as próximas decisões.

Desenvolver conhecimento de negócios

Procure compreender como a empresa gera receita e quais custos afetam sua rentabilidade. Uma campanha pode aumentar as vendas, por exemplo, mas exigir descontos que reduzam o ganho por operação. Por isso, conversar com quem acompanha esses números permite avaliar a proposta com mais cuidado, evitando que o resultado de uma área seja analisado isoladamente.

Assumir responsabilidades de liderança

Liderar um projeto oferece a oportunidade de combinar as expectativas com a equipe e de acompanhar as dificuldades durante a execução. Ao falar sobre o MBA Executivo em Competitividade no Podcast Conexão Pós, Patrícia Piana Presas, coordenadora do curso, explica: “O Executive Leadership traz um olhar voltado às soft skills, com foco na liderança e no papel do líder. Embora o conjunto de disciplinas esteja direcionado à competitividade, sabemos que os negócios são feitos pelas pessoas e, por isso, o programa aborda os desafios enfrentados por quem ocupa essa posição”. Essa perspectiva reforça que o desenvolvimento da liderança passa por aprender a delegar, dando condições para que os profissionais respondam pelas próprias entregas.

Para acompanhar essa conversa sobre os desafios de liderar e a preparação executiva, ouça o episódio “Como o MBA Executivo em Competitividade pode transformar a sua carreira”, do Podcast Conexão Pós.

Demonstrar resultados mensuráveis

Registre a situação inicial de um projeto e compare o resultado com a meta acordada. Se houve redução de custos, explique quais decisões contribuíram para isso, distinguindo sua participação do trabalho da equipe. Esse cuidado permite apresentar evidências em uma conversa sobre promoção, sem atribuir a si resultados que dependeram de outras pessoas.

Ampliar a visão estratégica

Antes de defender uma iniciativa, pense em como ela pode afetar o negócio nos próximos anos. Uma redução de despesas, por exemplo, precisa ser avaliada também pelos efeitos sobre a capacidade de atender clientes. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, mostra que sete em cada dez empresas consultadas consideram o pensamento analítico uma competência essencial, o que reforça a importância de analisar as consequências antes de decidir. 

Construir relacionamento e networking

Mantenha contato com profissionais de outras áreas, buscando compreender problemas diferentes daqueles que você já conhece. Ao conversar com alguém que conduziu uma mudança semelhante à que sua empresa planeja, pergunte quais dificuldades surgiram e como foram enfrentadas. Assim, relações construídas dessa maneira permitem trocar experiências ao longo do tempo, desde que exista disposição para contribuir também.

Investir em formação executiva

Escolha o curso a partir de uma dificuldade que você precisa superar no trabalho. Se sua função exige defender investimentos, procure uma proposta que desenvolva análise de negócios e tomada de decisão. Verifique como o aprendizado será aplicado, considerando também se você terá tempo para estudar sem comprometer os compromissos profissionais.

Buscar experiências compatíveis com o cargo desejado

Para chegar à direção financeira, assumir o planejamento orçamentário pode ser uma experiência relevante. Quem pretende liderar o marketing pode buscar responsabilidade sobre uma estratégia de entrada em um novo mercado. Já a preparação para CEO se beneficia de projetos que envolvam diferentes áreas, exigindo decisões sobre o resultado global da empresa.

Como um MBA Executivo pode ajudar a alcançar cargos de CEO, CFO e CMO?

Um MBA Executivo pode ajudar o profissional a analisar problemas que ultrapassam sua especialidade, enquanto discute alternativas com colegas que têm experiências diferentes. Essa troca complementa o trabalho cotidiano, embora concluir o curso não garanta uma promoção. A contribuição depende de como o participante utiliza o aprendizado nas responsabilidades que assume.

No mesmo episódio do Conexão Pós, Alexandre Iwankio, diretor de Pós-graduação da FAE, explica que a preparação executiva envolve compreender o contexto antes de escolher as ferramentas que apoiarão cada decisão. Como resume o diretor, é preciso “saber que ferramentas vão me ajudar a tomar as decisões que eu preciso para gerar resultados melhores”. A escolha de um programa deve considerar como suas atividades permitem exercitar esse julgamento.

Para 2027, o MBA Executivo em Competitividade da FAE tem 420 horas, divididas igualmente entre disciplinas e o DEEP (Development Executive Experience Program). Os componentes curriculares incluem, entre outros, “Performance Financeira” e “IA e Data-Driven em Negócios”, que abordam questões presentes nas decisões da alta gestão.

Patrícia Piana Presas explica essa divisão: “O MBA é formado por dois grandes grupos. O primeiro reúne disciplinas acadêmicas voltadas à competitividade e à longevidade dos negócios, enquanto o DEEP traz profundidade e diferenciação ao programa”.

Exercícios de liderança e decisão

No DEEP, o Executive Leadership inclui uma avaliação de perfil com devolutiva individual, além de atividades sobre liderança sob pressão. Já o Executive Challenge utiliza simulações empresariais em que os participantes precisam defender suas decisões diante de executivos. Assim, o aluno pode entender como reage quando as condições de um problema mudam, discutindo os critérios que utilizou.

Discussões com executivos e projeto aplicado

As Round Tables promovem encontros com líderes para discutir experiências de gestão, incluindo dificuldades enfrentadas em suas trajetórias. O Final Strategic Project, por sua vez, consiste na elaboração de um plano de ação executável, apresentado a uma banca de executivos. Essa atividade permite trabalhar uma proposta que tenha relação com os desafios profissionais do participante.

Imersão internacional

O programa inclui uma semana de imersão na Siena University, em Loudonville, no estado de Nova York. Durante a experiência, os alunos realizam atividades no campus e fazem visitas corporativas em Nova York, conhecendo outro ambiente de negócios. Para aproveitar esse período, o participante pode comparar as abordagens observadas com as necessidades da empresa em que atua.

Planejamento de carreira para a alta liderança

Preparar-se para a alta liderança exige identificar quais responsabilidades você já consegue assumir e em quais ainda precisa se desenvolver. Essa clareza ajuda a escolher a próxima experiência profissional, assim como o estudo que pode contribuir para ela.

Se você pensa em cursar um MBA para se preparar para a alta liderança, conheça o MBA Executivo em Competitividade da FAE e agende uma mentoria com a coordenação. A conversa antecede a matrícula e permite avaliar a relação entre seus objetivos de carreira e a proposta do programa.

Perguntas frequentes sobre cargos de CEO, CFO e CMO

O CEO é o dono da empresa?

O CEO pode ser proprietário, mas também pode ser contratado para dirigir a organização sem ser seu dono. O título identifica uma responsabilidade de gestão, enquanto a propriedade depende da participação no negócio.

Quanto ganha um CEO e um CFO?

A remuneração varia conforme o porte da empresa e o setor, por isso não existe um valor único para esses cargos. Ao consultar referências como o Guia Salarial 2026 da Robert Half, verifique se os valores incluem remuneração variável: o guia apresenta salários iniciais, sem bônus ou benefícios. O Glassdoor também permite consultar faixas por cargo com base em informações compartilhadas pelos usuários, que precisam ser analisadas conforme a localização e o número de relatos.

Qual o cargo mais alto, CEO ou CFO?

Em geral, o CEO (diretor-executivo) ocupa a posição executiva mais alta, enquanto o CFO responde pela direção financeira. Quando existe conselho de administração, o CEO normalmente presta contas a esse órgão.

Depois do CEO, qual cargo vem?

Não há uma sequência universal. O COO pode assumir a coordenação das operações, enquanto o CFO lidera as finanças. A existência de uma posição imediatamente abaixo do CEO depende do organograma da empresa.

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