
3 pós na área de Operações: qual combina com você?
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O que realmente diferencia profissionais que chegam a cargos executivos? Na maioria das vezes, a resposta não está apenas no tempo de experiência. A carreira executiva exige preparo, visão de negócio e capacidade de tomar decisões que influenciam o futuro de uma empresa.
Esse tipo de carreira costuma atrair profissionais que já ocupam cargos de gestão ou desejam dar um passo mais estratégico na própria evolução da carreira. Afinal, chegar a uma posição executiva significa assumir responsabilidades que envolvem resultado, pessoas, cultura organizacional e direção de longo prazo.
O cenário atual reforça essa exigência. Segundo a pesquisa Global Human Capital Trends 2026, da Deloitte, 7 em cada 10 líderes empresariais afirmam que sua principal estratégia competitiva para os próximos três anos é ser ágil e flexível, com capacidade de adaptação rápida às mudanças de negócios, clientes e mercado. O dado mostra que o perfil executivo mais valorizado hoje é aquele capaz de agir com visão estratégica em ambientes que mudam com velocidade.
Nesse artigo, você vai entender o que é uma carreira executiva, quais são os principais cargos de liderança, quanto ganha um executivo e como se preparar para ocupar posições mais altas.
A carreira executiva é o caminho profissional voltado a cargos de alta liderança dentro de uma organização. Ela está ligada à tomada de decisões estratégicas, à gestão de resultados e à condução de áreas que impactam diretamente o desempenho do negócio.
Diferente de uma função técnica ou operacional, a posição executiva exige uma leitura ampla da empresa. O profissional precisa compreender mercado, finanças, pessoas, processos e posicionamento competitivo. Sua atuação envolve a definição de prioridades e a responsabilidade por escolhas que afetam diferentes áreas da organização.
Na prática, uma carreira executiva pode levar a cargos como diretor, vice-presidente, CEO, CFO, COO, CHRO, CMO e outras posições conhecidas como C-Level. Esses cargos variam conforme o porte da empresa, o setor de atuação e a estrutura de governança.
Também é importante observar que a palavra “executivo” pode aparecer em diferentes contextos. Em algumas áreas, cargos como executivo de contas ou executivo de negócios têm foco comercial e não representam, necessariamente, posições de alta direção. Por isso, ao falar em carreira executiva, o foco está nos cargos de liderança estratégica e decisória.
Um executivo participa da construção das decisões que orientam o futuro da organização. Ele avalia cenários, define prioridades e acompanha indicadores que mostram se a empresa está avançando na direção esperada.
No dia a dia, isso pode envolver a aprovação de investimentos, a revisão de metas, a condução de mudanças internas e a negociação com outros líderes. Em uma empresa que deseja expandir, por exemplo, o executivo precisa avaliar se o crescimento é sustentável, quais recursos serão necessários e quais riscos devem ser considerados antes da decisão.
Outro ponto importante é a influência sobre a cultura organizacional. A forma como um executivo decide, comunica e responde a problemas orienta o comportamento de outras lideranças. Portanto, esse cargo exige muita coerência entre discurso e prática.
Os cargos executivos variam conforme a estrutura da empresa. Em organizações maiores, é comum encontrar uma divisão mais clara entre áreas. Em empresas médias ou familiares, algumas funções podem se concentrar em poucos líderes. Ainda assim, alguns cargos aparecem com frequência no mercado.
Todo CEO é um executivo, mas nem todo executivo é CEO. Essa diferença ajuda a entender a hierarquia dos cargos de liderança.
O CEO ocupa a posição de maior responsabilidade na empresa. Ele responde pela direção geral do negócio e costuma prestar contas ao conselho, aos acionistas ou aos proprietários, dependendo da estrutura da organização.
Outros executivos, como CFO, COO, CMO e CHRO, lideram áreas estratégicas específicas. Eles participam das decisões de alto nível, mas sua atuação está conectada a um campo de responsabilidade mais delimitado.
Sendo assim, o CEO define o direcionamento de longo prazo e garante alinhamento entre as principais lideranças. Os demais executivos transformam essa orientação em decisões, projetos e resultados dentro de suas áreas. Essa relação exige confiança, conhecimento técnico e capacidade de diálogo entre diferentes perspectivas do negócio.
A evolução para cargos de liderança exige domínio técnico, mas esse domínio não garante sozinho uma carreira executiva. À medida que o profissional cresce, o valor entregue passa a depender da qualidade das decisões, da leitura de contexto e da capacidade de mobilizar pessoas.
O LinkedIn Workplace Learning Report 2025 aponta que desenvolvimento de carreira, liderança, coaching e mobilidade interna ajudam empresas a manter habilidades críticas alinhadas às necessidades do negócio. Esse dado reforça um ponto essencial: o crescimento profissional precisa ser tratado como estratégia, tanto pela empresa quanto pelo próprio profissional.
As hard skills são competências técnicas que dão base à atuação executiva. Entre elas, estão gestão financeira, análise de dados, planejamento estratégico, governança, conhecimento de mercado e visão de negócios.
Um executivo não precisa ser especialista em todos os temas da empresa. Porém, precisa entender o suficiente para fazer boas perguntas, interpretar informações e decidir com responsabilidade. Ao avaliar um investimento, por exemplo, ele deve compreender o impacto financeiro, risco operacional e retorno esperado.
As soft skills aparecem na forma como o executivo conduz relações, conversas e decisões. Liderança, comunicação, inteligência emocional e gestão de pessoas são habilidades diretamente ligadas ao desempenho da equipe.
Um líder que comunica prioridades com clareza reduz ruídos. Um executivo com maturidade emocional tende a decidir melhor em momentos de pressão. Já a capacidade de desenvolver pessoas fortalece a sucessão e melhora a consistência dos resultados.
Power skills
As power skills representam competências cada vez mais valorizadas em contextos de mudança. Pensamento crítico, adaptabilidade e visão abrangente ajudam o executivo a lidar com cenários menos previsíveis.
Essas habilidades são importantes porque as empresas precisam responder a transformações tecnológicas, mudanças regulatórias e novos comportamentos de consumo. Nesse ambiente, repetir fórmulas antigas pode limitar a capacidade de crescimento.
A preparação para a carreira executiva acontece de forma contínua e depende das escolhas feitas ao longo da evolução profissional. Além do desenvolvimento técnico, esse caminho pede clareza sobre o cargo desejado e maturidade para assumir decisões com impacto mais amplo na empresa.
A base acadêmica ajuda a organizar pensamento, conhecimento e método. Para quem deseja ocupar cargos de liderança, a formação precisa oferecer visão de negócio e capacidade analítica.
Isso inclui compreender fundamentos de gestão, finanças, estratégia, comportamento organizacional e mercado. Quanto maior a responsabilidade do cargo, maior a necessidade de tomar decisões com base em critérios técnicos e objetivos.
Esse impacto aparece na experiência de profissionais que buscaram uma formação executiva para acelerar a própria carreira. Geórgia, ex-aluna do MBA Executivo In Management da FAE Business School, conta que a troca com profissionais de diferentes mercados ampliou sua forma de pensar e ajudou na aplicação de projetos dentro da área em que atua.
“Com todo o conhecimento que eu adquiri aqui, pude implementar vários projetos dentro da minha área de atuação. Minhas entregas passaram a ter mais qualidade, meus projetos ganharam mais corpo, e isso possibilitou que minha carreira fosse alavancada”, relata Geórgia.
Especializações e MBAs ajudam a acelerar a transição para posições mais estratégicas. Esses programas ampliam o conhecimento do profissional e criam contato com problemas reais de gestão.
Para gestores em ascensão, o MBA pode funcionar como um divisor entre a atuação gerencial e a atuação executiva. A formação ajuda o profissional a sair de uma visão centrada na área e passar a enxergar o negócio de forma integrada.
O aprendizado contínuo é indispensável para quem deseja permanecer relevante. Novas tecnologias, modelos de trabalho e exigências de mercado alteram a forma como empresas competem.
O lifelong learning permite atualizar competências sem depender apenas de grandes movimentos de carreira. Cursos, leituras, eventos, mentorias e experiências práticas ajudam a manter o profissional em evolução constante.
A mentoria ajuda o profissional a enxergar pontos cegos. Em cargos de liderança, esses pontos podem aparecer na comunicação, na forma de decidir ou na relação com outras áreas.
Feedbacks também ajudam a ajustar comportamento e ampliar consciência sobre impacto. Para quem deseja chegar a uma posição executiva, essa escuta precisa ser tratada como parte do desenvolvimento profissional.
O networking tem papel importante na carreira executiva porque amplia o acesso a tendências de mercado, oportunidades de negócios e conversas estratégicas. Para quem busca cargos de liderança, essa construção passa pelo contato com diferentes áreas, níveis de experiência e contextos de atuação.
A formação presencial favorece esse vínculo porque cria espaço para convivência, troca de experiências e conversas que continuam além da sala de aula. Em programas executivos, esse contato qualificado pode ampliar a leitura de mercado e aproximar o profissional de realidades diferentes da sua.
Foi esse um dos pontos destacados por Geórgia, ex-aluna do MBA Executivo da FAE Business School. Segundo ela, a interação com profissionais de outros mercados e empresas proporcionou uma troca de conhecimento que pôde ser aplicada em sua própria área de atuação.
O salário de um executivo varia de acordo com setor, porte da empresa, região, senioridade e nível de responsabilidade. Por isso, é importante evitar uma média única para todos os casos.
Em cargos C-Level, a remuneração costuma ser mais alta porque envolve decisões de grande impacto. Segundo reportagem da Exame com base em dados da Robert Half, salários de executivos C-Level em 2026 podem chegar a cerca de R$ 86 mil por mês em determinadas posições e setores.
Já em levantamentos amplos, a palavra “executivo” pode aparecer associada a cargos de entrada ou funções comerciais. O Glassdoor, por exemplo, apresenta médias salariais para “Executivo” e “Executivo de Negócios” no Brasil, mas esses números não representam necessariamente cargos de alta direção.
Portanto, ao pesquisar salário, o ideal é observar o nome exato do cargo, a área de atuação e o nível hierárquico. Um diretor financeiro de uma grande empresa, por exemplo, terá uma faixa diferente de um executivo comercial em início de carreira.
A passagem da carreira gerencial para a carreira executiva exige mudança de mentalidade. O profissional deixa de olhar apenas para a entrega da própria área e passa a considerar o impacto de suas decisões no negócio como um todo.
Nesse processo, o MBA pode ser um acelerador importante. Ele cria um ambiente de aprendizado voltado à prática, aproxima o profissional de outros líderes e amplia a capacidade de analisar problemas complexos com visão estratégica.
Além disso, um bom MBA favorece o networking qualificado. A troca com profissionais de diferentes setores ajuda a desenvolver uma leitura mais madura sobre mercado, liderança e tomada de decisão.
Para quem deseja ocupar cargos executivos, a escolha da formação precisa considerar o momento de carreira e o tipo de liderança que se deseja construir. Na FAE Business School, o MBA Executivo em Competitividade é uma opção para profissionais que desejam ampliar sua atuação estratégica, desenvolver visão de mercado e se preparar para decisões de maior impacto.
A promoção pode marcar uma nova etapa, mas o crescimento até esse nível começa antes, nas escolhas que formam a maneira como o profissional pensa, decide e lidera.
Quem deseja chegar a cargos de liderança precisa ampliar sua compreensão sobre o funcionamento da empresa e desenvolver segurança para decidir em cenários de maior responsabilidade. Também é importante buscar ambientes que estimulem análise, troca qualificada e contato com desafios reais de gestão.
Se a sua próxima etapa envolve assumir decisões mais relevantes e ampliar seu papel no negócio, conheça os cursos da FAE Business School e veja qual formação combina com o seu momento de carreira.
Executivo C-Level é o profissional que ocupa um dos cargos mais altos da empresa, geralmente identificado pela letra “C” de Chief. CEO, CFO, COO, CMO, CHRO, CIO e CTO são exemplos de posições C-Level. Esses profissionais participam das principais decisões estratégicas da organização.
Nem sempre. O diretor executivo pode ser contratado para liderar uma área, uma unidade de negócio ou a empresa como um todo. Em alguns casos, o dono também ocupa uma função executiva. Porém, propriedade e gestão são papéis diferentes.
O sucesso em uma carreira executiva depende da capacidade de gerar resultados sustentáveis, tomar decisões corretas e desenvolver pessoas. Também envolve reputação, visão estratégica e habilidade para atuar em contextos de mudança.
A transição começa com uma leitura clara do momento profissional. O ideal é identificar lacunas de formação, buscar experiências de liderança, desenvolver visão de negócio e construir uma rede profissional qualificada. Especializações, MBAs e mentorias podem acelerar esse processo.
O networking amplia acesso a conversas estratégicas, oportunidades e referências de mercado. Para cargos executivos, essa rede precisa ser construída com profundidade, confiança e troca real de conhecimento.
Não é obrigatório, mas pode ser decisivo em muitos contextos. Um MBA amplia o conhecimento sobre gestão e aproxima o profissional de desafios reais de liderança. Para quem deseja realizar uma transição para cargos executivos, esse tipo de formação pode ajudar a organizar o próximo passo com mais clareza.